Caos Brasileiro

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Caos Brasileiro

Os políticos geralmente acham que tudo se resolve com jeitinho, e que, com o tempo, os problemas se solucionam por si mesmo.

Ronald Reagan era ator; não era político. Enfrentou a greve de 8.000 controladores de vôo no Estados Unidos demitindo todos e colocandocontroladores militares para operar o sistema. Os controladores tentaram negociar, voltando atrás da greve, mas Reagan não aceitou conversa.

Margareth Thatcher enfrentou, sem concessões, a greve dos mineiros de carvão que praticamente paralisou o país; foi a responsável por reverter o Reino Unido de um país no caminho do subdesenvolvimento a um na rota de crescimento.

Sem querer me comparar com esses grandes nomes, mas para trazer um exemplo brasileiro, gostaria de relatar um episódio que ocorreu na CSN, em 1990. Quando presidente desta empresa, enfrentei uma greve da CUT. As greves na CSN ocorriam na média de duas por ano, e era mais barato ceder âs reivindicações grevistas do que interromper a produção e parar os fornos, operação de alto risco. Recusei-me a negociar e parei  de pagar salários. Foi a maior greve que a CSN enfrentou, mas também a última.

Se o Governador do Espirito Santo seguisse o exemplo de Reagan, demitisse todos os PMs, e deixasse a segurança com os militares até que novos PMs fossem recontratados, ele daria uma lição ao Brasil e seria um forte candidato â presidência em 2018.

Situações críticas exigem coragem.

O que você acha? Se tem alguma observação ou sugestão, favor enviar sua contribuição.

Agradeço sua participação.

Roberto Lima Netto, Ph.D., Economic Systems Planning, Stanford University.

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