Temer – Pedras no Caminho

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Temer – Pedras no caminho

O governo Temer tem dois importantes obstáculos que devem ser vencidos para que o Brasil possa voltar ao caminho virtuoso do crescimento e da geração de empregos. Não incluo aqui o impeachment, pois isso parece bem encaminhado, salvo imprevistas bombas que possam aparecer no caminho. Falo da reforma da previdência e do limite de gastos federais, estaduais e municipais.

No item limite de gastos, educação e saúde são os itens que mais preocupam, e que vamos tratar nesse artigo. Existe uma ideia errada de que a solução dos problemas de educação e saúde passam por mais verbas. Errado! Passam por melhor gerência e pela conscientização das limitações que existem em qualquer proposta de apoio social.

Vamos começar pela educação. Estamos a era da internet. Minha proposta seria que se produzissem cursos para os níveis de primeiro e segundo grau pela internet, que os professores fossem explicadores e que as provas fossem centralizadas, a exemplo do Enem. Muitos dos professores de primeiro e segundo grau, mal pagos e pouco motivados, não estão preparados para ensinar e, principalmente, entusiasmar os alunos. Com aulas cuidadosamente preparadas e distribuídas pela internet, essa deficiência poderia ser sanada. Ainda sobre este tema, convido o leitor a ler meu artigo – O Brasil e a Educação – http://www.politicaseria.com.br/brasil-educacao/.

O problema da saúde é muito mais difícil. A Constituição garante saúde para todos, enquanto, com o progresso da medicina, os custos de tratamento aumentam exponencialmente. É impossível estender para todos os brasileiros uma cobertura total, oferecendo-lhe o melhor que existe no mundo. Recentemente um juiz, sem dúvida baseado na Constituição, mandou que o Estado pagasse um tratamento de US3 milhões para um menino de três anos ser tratado em Miami, acompanhado pelos pais. Entra em cena a emoção: não podemos deixar o garoto morrer.

Porém, e as centenas que morrem pela falta de atendimento do SUS, pela falta de dinheiro para dar cobertura total e absoluta a todos, inclusive os pobres que vivem no interior do país? A saga do menino de três anos emociona, mas as centenas de desassistidos não. Um menino de três anos toca nossa emoção, mas centenas de pessoas constituem uma imagem muito impessoal para atrair tanta emoção. Somente quando um ou outro caso aparece nas TVs é que nossa emoção é ativada. A Constituição deveria ser reformada, garantindo a todo o brasileiro o direito à saúde, dentro das capacidades nacionais, ou mesmo regionais. Isto seria o caminho racional, ainda que dificilmente alimentaria o emocional. Vamos deixar o garoto de três anos morrer? Ou vamos garantir assistência à centenas? Escrevi um artigo – O Brasil e a Saúde – que o convido a ler: http://www.politicaseria.com.br/saude-brasil/

Existe muito a ser feito para melhorar o Brasil, colocá-lo na rota do crescimento e da geração de empregos. Quem sabe poderíamos voltar a sonhar em ser o País do Futuro?

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Agradeço sua participação.

Roberto Lima Netto, Ph.D., Economic Systems Planning, Stanford University.

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